Jararaca-ilhoa

Fotografia por Nayeryouakim, CC BY-SA

Local da foto: Instituto Butantan, São Paulo, Brasil

 Canon EOS 750D (Canon)
Distância Focal: 135mm  •  Abertura: f/5.6  •  Tempo de Exposição: 1/100s  •  ISO: 6400
Data em que a foto foi tirada: 03/05/2016
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Jararaca-ilhoa

Bothrops insularis
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Viperidae
Gênero Bothrops
Nome Científico Bothrops insularis(Amaral, 1922)
Nome Inglês Golden Lancehead, Queimada Island Bothrops
Estado de Conservação CR  - Criticamente em Perigo (IUCN / 2004)

Descrição

A jararaca-ilhoa é uma serpente peçonhenta da família Viperidae.

O padrão de cor do corpo da jararaca-ilhoa é amarelado, coberto com uma série de manchas dorsais que podem ser triangulares ou quadrangulares, largas ou estreitas, e alternadas ou opostas ao longo do dorso. A parte ventral é uniformemente amarela pálida ou creme. Como outras víboras, a cabeça é distinta do corpo e tem formato triangular, a cauda é relativamente curta e as escamas são ásperas.

A jararaca-ilhoa cresce, em média, até 70 cm de comprimento, mas pode atingir até 118 cm.

Biologia

Como outras víboras, a jararaca-ilhoa possui fossetas loreais - orifícios situados entre as narinas e os olhos que têm a capacidade de detectar radiação térmica infravermelha. Possui também um par de presas ocas que se dobram contra o céu da boca quando não estão em uso, sendo direcionadas para a frente para injetar veneno.

A jararaca-ilhoa desenvolveu uma série de diferenças fisiológicas e comportamentais se comparadas com as espécies de jararacas do continente. Ao contrário das espécies do continente, que se alimentam principalmente de roedores, a jararaca-ilhoa tem uma dieta de pássaros devido à ausência de pequenos mamíferos na ilha onde vive. Enquanto as jararacas do continente picam roedores e os liberam para depois segui-los até que sejam seguramente vencidos pelo veneno, a jararaca-ilhoa mantém o pássaro seguro em suas mandíbulas para matá-lo rapidamente com seu veneno, evitando assim que o pássaro saia voando e seja impossível segui-lo. O veneno é excepcionalmente rápido e é 5 vezes mais tóxico do que o de jararacas do continente.

A jararaca-ilhoa também é mais arborícola do que outras espécies, capaz de escalar árvores em busca de pássaros, e é ativa durante o dia, ao mesmo tempo que suas presas. Além de pássaros, alguns lagartos e anfíbios também podem ser consumidos. Os pássaros mais predados são o sabiá-una (Turdus flavipes), o tuque (Elaenia mesoleuca) e o coleirinho (Sporophila caerulescens). Os jovens se alimentam principalmente de lacraias, escorpiões, anfíbios, lagartos e até de outra serpente que ocorre na ilha, a dormideira (Dipsas albifrons).

O período de acasalamento da jararaca-ilhoa parece ocorrer entre março e julho e os filhotes nascem entre janeiro e abril seguinte. A fêmea dá à luz uma ninhada de 2 a 10 filhotes vivos. A ninhada é menor do que a das jararacas do continente, que varia entre 18 e 30 filhotes. Os filhotes nascem com aproximadamente 23 cm de comprimento e podem ser mais noturnos por causa dos hábitos de suas principais presas (anfíbios e invertebrados).

Habitat

A jararaca-ilhoa habita os diferentes tipos de habitats do único local onde é encontrada (Ilha de Queimada Grande), incluindo florestas, áreas de clareiras e áreas arbustivas.

Distribuição

A jararaca-ilhoa é endêmica do Brasil e ocorre somente na Ilha de Queimada Grande, próximo a Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul do estado de São Paulo.

Continentes de Ocorrência

América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Marques, O.A.V., Martins, M. & Sazima, I. 2004. Bothrops insularis. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T2917A9493475. Acessado em 04 Jun 2018.
  • Wikipedia contributors. "Bothrops insularis." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 01 Abr 2018. Web. 04 Jun 2018.
  • Golden Lancehead fact file on ARKive.
  • Marques, O.A.V., Martins, M. and Sazima, I. (2002) A jararaca da ilha da Queimada Grande. Ciência Hoje, 31: 56-59.

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