Peixe-palhaço-da-barreira-de-coral

Fotografia por Ian Shaw, CC BY-NC

Local da foto: Ilha Solitária Sul, Nova Gales do Sul, Austrália

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Peixe-palhaço-da-barreira-de-coral

Amphiprion akindynos
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Actinopterygii
Ordem Perciformes
Família Pomacentridae
Gênero Amphiprion
Nome Científico Amphiprion akindynos(Allen, 1972)
Nome Inglês Barrier Reef Clownfish, Barrier Reef Anemonefish
Estado de Conservação NE  - Não Avaliada pela IUCN

Descrição

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral é uma espécie de peixe marinho da família Pomacentridae. Os peixes-palhaços são conhecidos também como peixes-das-anêmonas.

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral adulto tem uma coloração laranja acastanhada com duas faixas brancas com bordas pretas rodeando o corpo. A primeira faixa está localizada na cabeça, atrás dos olhos, e pode ser estreita e descontínua. A segunda faixa está no corpo abaixo da nadadeira dorsal. O pedúnculo caudal e a nadadeira caudal são brancas. Os juvenis geralmente são marrons com três faixas brancas. Em subadultos a coloração muda para um amarelo opaco com duas faixas estreitas brancas. A espécie tem entre 10 e 11 espinhos dorsais e 2 espinhos anal. Algumas espécies de peixes-palhaços têm variações de cor com base na localização geográfica, sexo e anêmona hospedeira. O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral não apresenta nenhuma dessas variações.

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral atinge um comprimento máximo de 12 a 13 cm.

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral pode ser confundido com o peixe-palhaço-de-clark (Amphiprion clarkii) e com o peixe-palhaço-mauriciano (Amphiprion chrysogaster). No entanto, o peixe-palhaço-de-clark tem uma diferença de cor mais distinta entre o seu corpo e a cauda do que o peixe-palhaço-da-barreira-de-coral, e o peixe-palhaço-mauriciano tende a ter uma cor laranja mais escura com faixas azuladas.

Biologia

Como todos os peixes-palhaços, o peixe-palhaço-da-barreira-de-coral forma um mutualismo simbiótico com as anêmonas-do-mar, que são suas hospedeiras. A anêmona se beneficia da presença do peixe-palhaço e o peixe-palhaço se beneficia vivendo com a anêmona. Ele é capaz de viver e se abrigar entre os tentáculos de anêmonas-do-mar sem ser prejudicado pelos nematocistos (células urticantes) presentes nos tentáculos das anêmonas. De acordo com Allen (1980), ele está protegido de possíveis picadas por uma substância especial que está presente em sua cobertura mucosa externa. Na verdade, esta substância não protege o peixe das células urticantes. Ao invés disso, ela diminui a intensidade de descarga dos nematocistos. Em outras palavras, impede que as células urticantes disparem.

A relação entre o peixe-palhaço e sua anêmona hospedeira não é aleatória, mas é altamente aninhada na estrutura. O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral está associado com as seguintes espécies de anêmonas-do-mar: anêmona-do-mar-de-pontas-de-bolha (Entacmaea quadricolor), anêmona-do-mar-de-couro (Heteractis crispa), anêmona-do-mar-magnífica (Heteractis magnifica), anêmona-do-mar-de-contas (Heteractis aurora), anêmona-do-mar-de-haddon (Stichodactyla haddoni) e anêmona-do-mar-tapete-de-mertens (Stichodactyla mertensii).

A dieta do peixe-palhaço-da-barreira-de-coral consiste principalmente de algas e zooplâncton. A anêmona hospedeira pode se beneficiar de pequenos pedaços de alimento que o peixe-palhaço deixa cair ao se alimentar.

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral é um hermafrodita sequencial com uma hierarquia de dominância baseada em tamanho: a fêmea é maior, o macho reprodutor é o segundo maior, e os machos não reprodutores ficam progressivamente menores conforme a hierarquia desce. Ele apresenta protandria, o que significa que o macho reprodutor se torna fêmea se a única fêmea reprodutora morrer, e o maior macho não reprodutor se torna o macho reprodutor.

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral é um peixe que nidifica. Poucos dias antes do acasalamento, a agressão do macho dominante em relação à fêmea aumenta e, ao mesmo tempo, ele começa a limpar um local de nidificação, geralmente uma rocha próxima da anêmona hospedeira. A rocha é limpa de algas e detritos, às vezes, com o auxílio da fêmea. Quando ocorre a desova, a fêmea se movimenta em zigue-zague sobre o local de nidificação, e o macho vai atrás fertilizando os ovos que foram depositados. Entre 100 e 1.000 ovos elípticos de 3 a 4 mm de comprimento podem ser colocados. Eles aderem à superfície do ninho por um tufo de filamentos curtos. O macho protege e areja os ovos por 6 ou 7 dias, e em seguida ocorre a eclosão. As larvas então são dispersadas por correntes e natação. A mortalidade das larvas é alta, com a maioria das larvas sobreviventes se estabelecendo no recife original.

O período larval varia de aproximadamente 8 a 12 dias. Embora não se saiba com certeza, muitos acreditam que durante este período as larvas são planctônicas, vivendo nas águas superficiais do oceano, onde são passivamente transportadas por correntes. No final deste período, os peixes descem para o fundo do mar e começam a adquirir os padrões de cor associados com juvenis. Uma vez que eles chegam ao fundo, os jovens começam a procurar uma anêmona hospedeira. Sem a proteção da anêmona existe uma alta probabilidade dos peixes serem comidos por seus predadores e há evidências de que existe uma alta taxa de mortalidade nesta fase de desenvolvimento. Quando o jovem peixe chega na anêmona, ele não pode simplesmente nadar entre os tentáculos da anêmona porque ele pode ser picado. Pode levar várias horas para o peixe se tornar totalmente aclimatado a anêmona. O processo de aclimatação consiste de uma série de contatos progressivamente mais longos com os tentáculos. O peixe, inicialmente, é protegido dos nematocistos urticantes por uma espessa camada de muco. No entanto, durante o processo de aclimatação, o peixe-palhaço incorpora o muco da anêmona em sua própria pele até a anêmona não mais picá-lo, aparentemente reconhecendo o peixe como parte de si mesmo.

Habitat

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral habita águas de recifes e lagoas entre 1 e 25 m de profundidade com temperaturas variando de 10 a 32°C. Ele também já foi observado em profundidades entre 50 e 65 m na região central da Grande Barreira de Coral. Na natureza, ele é encontrado nadando ao redor dos tentáculos da sua anêmona hospedeira.

Distribuição

O peixe-palhaço-da-barreira-de-coral é uma espécie nativa do Pacífico Ocidental. Ele é encontrado principalmente nas águas da Grande Barreira de Coral da Austrália e no Mar de Coral adjacente. Ele também é encontrado nas águas do norte de Nova Gales do Sul, Nova Caledônia, seções do Oceano Índico e ao redor das Ilhas Lealdade.

Continentes de Ocorrência

Austrália/Oceania

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "Amphiprion akindynos." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 6 Feb. 2017. Web. 26 Mar. 2017.
  • Wenk, A. 2003. "Amphiprion akindynos" (On-line), Animal Diversity Web.

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