Raposa-do-cabo

Fotografia por Christophe JOBIC, CC BY-NC-SA

Local da foto: Botsuana

 Canon EOS-1D X Mark II (Canon)
Distância Focal: 325mm  •  Abertura: f/4.0  •  Tempo de Exposição: 1/13s  •  ISO: 4000
Data em que a foto foi tirada: 08/02/2017
  NÃO reproduza o conteúdo deste site sem autorização!

Raposa-do-cabo

Vulpes chama
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Mammalia
Ordem Carnivora
Família Canidae
Gênero Vulpes
Nome Científico Vulpes chama(A Smith, 1833)
Nome Inglês Cape Fox, Cama Fox, Silver-backed Fox
Estado de Conservação LC  - Pouco Preocupante (IUCN / 2014)

Descrição

A raposa-do-cabo é uma espécie de mamífero da família Canidae.

A menor e única raposa verdadeira encontrada no sul da África, a raposa-do-cabo é conhecida também como raposa-prateada ou chacal-prateado devido ao seu pelo cinza prateado na parte superior do corpo. O termo "raposa verdadeira" refere-se a um grupo de espécies de raposas que são caracterizadas por um focinho pontudo, orelhas triangulares distintas, uma cauda muitas vezes com a ponta com coloração diferente do pelo e um crânio mais achatado em comparação com os demais membros da família Canidae.

A raposa-do-cabo tem um corpo mais delgado e a fêmea geralmente é cerca de 5% menor do que o macho. Pelos densos e ondulados compõem a pelagem das partes inferiores. Longos pelos sensoriais pretos também estão espalhados pela pelagem da raposa-do-cabo. O pelo que cobre a face, peito, pescoço e membros da raposa-do-cabo é muito mais claro, variando do castanho avermelhado claro ao marrom amarelado ou quase branco. Existem manchas escuras distintas na parte de trás das coxas e uma estreita faixa escura na ponta do focinho, bem como uma face triangular com marcas entre os olhos e o focinho. A face da raposa-do-cabo tem sardas de pelos brancos, com manchas muito concentradas nas bochechas.

As expressões faciais e posição da cauda desempenham um papel importante nas interações sociais. A cauda longa e peluda da raposa-do-cabo, à distância, parece ser totalmente preta e muito mais escura do que o resto corpo; no entanto, em uma análise mais detalhada, os pelos têm uma base branca e uma ponta mais escura. Essa espécie também tem orelhas particularmente grandes de cor marrom avermelhada, com pelos brancos e finos. O tamanho das orelhas, juntamente com a sua excelente audição, permitem que a raposa-do-cabo detecte rapidamente presas e predadores em potencial.

A principal vocalização da raposa-do-cabo é um uivo alto e agudo, terminando em um latido forte. A raposa fêmea pode latir para potenciais predadores ao cuidar de seus filhotes.

Os machos têm um comprimento médio (cabeça-corpo) de 55,4 cm, mais uma cauda com cerca de 34,8 cm, e um peso médio de 2,8 kg. As fêmeas têm um comprimento médio (cabeça-corpo) de 55,3 cm, mais uma cauda com cerca de 33,8 cm, e um peso médio de 2,5 kg.

Biologia

A raposa-do-cabo é um predador generalista que se alimenta de uma grande variedade de presas vivas, bem como frutas e vegetais silvestres. Pequenos roedores são os mamíferos mais importantes da dieta da raposa-do-cabo, enquanto invertebrados, como besouros e gafanhotos, também formam uma grande parte da sua dieta. Outras opções de alimentos menos comuns incluem aves, répteis e até mamíferos maiores, como lebres. Essa variação na dieta parece ser ditada por mudanças sazonais e disponibilidade de tipos de presas. A raposa-do-cabo pode armazenar sua comida quando os suprimentos de presas são abundantes.

Ao invés de ser um caçador cooperativo e necrófago como outros membros da família Canidae, a raposa-do-cabo é um predador noturno e solitário. No entanto, em áreas onde as fontes de alimento são abundantes, um grupo de forrageamento pode ocorrer ocasionalmente quando os territórios dos indivíduos se sobrepõem.

As raposas-do-cabo formam casais monogâmicos. A gestação dura cerca de 52 dias, com a maioria dos nascimentos ocorrendo em agosto e setembro no oeste da África do Sul, e de agosto a outubro no leste. O tamanho da ninhada da raposa-do-cabo é semelhante em toda a sua área de ocorrência, geralmente uma média de 3 filhotes, embora algumas ninhadas podem conter até 6 filhotes.

Jovens raposas-do-cabo são nascidas e criadas em tocas que são escavadas em solo arenoso, ou ocasionalmente na vegetação densa e em cavidades entre as rochas. Embora ambas as raposas cuidem dos filhotes, a fêmea se encarrega da maioria dos cuidados. Com 16 semanas de idade os filhotes são capazes de começar a caçar sozinhos e aos cinco meses as jovens raposas são completamente independentes.

Habitat

Principalmente associada com campos abertos, a raposa-do-cabo geralmente é encontrada em pradarias e litorais ou áreas semidesérticas. Os campos geralmente cercam "panelas" sazonais rasas que mantêm água durante a estação chuvosa, e às vezes estão espalhadas com moitas de vegetação ou áreas levemente arborizadas.

Em algumas áreas, a raposa-do-cabo ocupa áreas com formações rochosas, baixos cumes e planícies de cascalho planas. Essa espécie tem demonstrado prosperar em áreas que recebem chuvas mínimas. Apesar de sua preferência por áreas áridas e semiáridas, a raposa-do-cabo também é conhecida por se aventurar em áreas com vegetação mais densa e maior pluviosidade, como os fynbos no oeste da África do Sul.

A raposa-do-cabo cada vez mais está conseguindo sobreviver em áreas de extensa agricultura, geralmente se retirando para "bolsões" remanescentes de vegetação natural, tocas ou fendas entre as rochas durante o dia, e forrageando em áreas desmatadas e cultivadas à noite.

Distribuição

A raposa-do-cabo é encontrada apenas no sul da África. É bastante difundida nas regiões central e ocidental da África do Sul, e sua distribuição se estende para o norte em Botsuana, Namíbia e sudoeste de Angola.

Nas últimas décadas a distribuição da raposa-do-cabo se expandiu para o sudoeste, em direção à costa dos Oceanos Atlântico e Índico. Sua distribuição também se estendeu para áreas do leste da Província do Cabo, na África do Sul.

Ameaças

No passado, a raposa-do-cabo foi alvo de clubes de caça e fazendeiros no sul da África. A correlação entre a predação de carneiros e a raposa-do-cabo foi documentada, mas poderia ser o resultado da raposa-do-cabo se alimentando de carcaças, ao invés de matar diretamente os carneiros.

A raposa-do-cabo também é morta indiretamente, às vezes sendo vítima de atividades de controle, como armadilhas, envenenamento e matilhas de cães que são destinadas principalmente para o chacal-de-dorso-preto (Canis mesomelas) e o caracal (Caracal caracal). Essas medidas de controle de animais resultaram em declínios populacionais em determinadas áreas, mas felizmente, isso não teve um grande impacto sobre a população total da raposa-do-cabo.

A ameaça de doenças e agentes patogênicos para a raposa-do-cabo, em grande parte é desconhecida. Raposas-do-cabo são suscetíveis à raiva, mas essa ameaça não é tão grande como em outros canídeos.

A perda e fragmentação do habitat como resultado de atividades humanas são ameaças comuns para muitos carnívoros africanos de médio porte. No entanto, atualmente, acredita-se que não são ameaças significativas para a raposa-do-cabo. Na verdade, o aumento da agricultura e da desertificação no sul da África levaram a uma extensão da área de ocorrência dessa espécie, pois cria habitats mais adequados para essa pequena raposa.

Subespécies

Continentes de Ocorrência

África

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Cape Fox fact file on ARKive.
  • Hoffmann, M. 2014. Vulpes chama. The IUCN Red List of Threatened Species 2014: e.T23060A46126992.

Fotos da Espécie

Mais Espécies de Mamíferos

Conheça mais espécies de Mamíferos selecionadas pelo Terra Selvagem.

Você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Saiba que dependemos exclusivamente de anúncios para manter o Terra Selvagem no ar.

Para continuar navegando, desabilite seu bloqueador de anúncios ou adicione o endereço www.terraselvagem.com à lista branca de sites do seu bloqueador de anúncios.