Raposa-do-ártico

Fotografia por Jonatan Pie, CC0

Local da foto: Thórsmörk, Islândia

 ILCE-7R (SONY)
Distância Focal: 157mm  •  Abertura: f/5.6  •  Tempo de Exposição: 1/250s  •  ISO: 200
Data em que a foto foi tirada: 22/01/2017
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Raposa-do-ártico

Vulpes lagopus
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Mammalia
Ordem Carnivora
Família Canidae
Gênero Vulpes
Nome Científico Vulpes lagopus(Linnaeus, 1758)
Nome Inglês Arctic Fox, White Fox, Polar Fox, Snow Fox
Estado de Conservação LC  - Pouco Preocupante (IUCN / 2014)

Descrição

A raposa-do-ártico é uma espécie de mamífero da família Canidae.

É muito bem adaptada à vida em temperaturas abaixo de zero. Embora essa espécie seja mais conhecida por sua pelagem de inverno totalmente branca e espessa, durante o verão, a pelagem se torna marrom nas partes superiores, com cinza-claro ou branco nas partes inferiores, e tem a metade da espessura da pelagem de inverno.

Além da "forma branca" da raposa-do-ártico, uma "forma azul" também ocorre, onde em algumas áreas é marrom-clara com um brilho azulado no inverno ou marrom-escura a preta em outras áreas, mas tornando-se marrom chocolate no verão. A pelagem densa e lanosa dessa espécie tem as melhores propriedades isolantes de todos os mamíferos, ajudando o animal sobreviver a temperaturas de -50°C na natureza. Algumas outras adaptações para a vida no Ártico incluem orelhas pequenas, muito peludas, e um nariz curto para reduzir a perda de calor, bem como pelos nas solas das patas, e aumento do fluxo sanguíneo nas patas almofadadas para evitar o congelamento.

Os machos têm entre 80 e 110 cm de comprimento (com a cauda) e pesam entre 3 e 9 kg. As fêmeas têm entre 71 e 85 cm de comprimento (com a cauda) e pesam entre 1,4 e 3,2 kg.

Biologia

Movendo-se facilmente sobre o gelo e a neve, e até mesmo capaz de nadar quando necessário, a raposa-do-ártico é conhecida por suas longas viagens que ultrapassam as de qualquer mamífero terrestre, exceto o homem. Durante viagens sazonais que ocorrem em muitas populações durante o outono e inverno, foram registrados indivíduos viajando mais de 800 km da costa sobre blocos de gelo, com um total de até 4.500 km ao longo de uma temporada de inverno. Para sobreviver no inóspito ambiente ártico, a raposa-do-ártico caça e elimina uma grande variedade de presas de acordo com a localização, incluindo aves marinhas e lagópodes (aves do gênero Lagopus), peixes, invertebrados marinhos e mamíferos, bem como carcaças de focas adultas e filhotes vivos de foca-anelada (Pusa hispida) localizados em câmaras sob a neve. A maior parte da dieta dessa espécie, no entanto, consiste de lemingues (pequenos roedores encontrados no ártico), e sua população pode variar muito em resposta às mudanças anuais da abundância de lemingues.

Enquanto a unidade social básica da raposa-do-ártico é o casal reprodutor, essa espécie geralmente caça sozinha, e pode armazenar alimento para usar posteriormente. Também é possível que outros adultos permaneçam dentro da toca, com várias fêmeas reprodutoras juntas amamentando os filhotes. Quando o alimento não está disponível, a raposa-do-ártico é capaz de reduzir seu metabolismo pela metade, desse modo, conserva energia e permite mais tempo para encontrar comida antes de sentir fome. Embora a fome seja uma importante causa de mortalidade dessa espécie, tanto os adultos como os jovens são predados pelo carcaju (Gulo gulo), pela raposa-vermelha (Vulpes vulpes) e pela águia-dourada (Aquila chrysaetos).

A raposa-do-ártico reproduz entre fevereiro e maio, e os nascimentos ocorrem de abril a julho, após um período de gestação de 51 a 54 dias. O tamanho da ninhada depende da disponibilidade de alimento. O tamanho médio da ninhada varia entre 5 e 10 filhotes, podendo chegar a 19 em áreas onde o alimento é particularmente abundante. Os filhotes nascem e são cuidados dentro de tocas complexas, que fornecem abrigo e proteção contra predadores. Alguns locais têm tocas centenárias usadas por várias gerações de raposas, e podem se tornar muito grandes, com até 150 entradas. Ambos os pais contribuem para a criação dos filhotes; a fêmea fornece leite nas três primeiras semanas e, raramente, deixa a toca, enquanto o macho traz comida. À medida que os filhotes começam a comer mais carne a fêmea também começa a caçar e, em alguns casos, o casal é auxiliado por indivíduos "ajudantes", que geralmente são os descendentes de anos anteriores. Os filhotes se tornam independentes da toca em oito a dez semanas de idade e atingem a maturidade sexual aos 10 meses. Durante a época de reprodução os casais de raposas-do-ártico são altamente territoriais, marcando os limites do território com urina, e empregando vocalizações e posturas, como manter a cauda ereta durante disputas com indivíduos da mesma espécie.

Habitat

A raposa-do-ártico ocupa a tundra ártica e alpina, com a "forma branca" ocorrendo principalmente em planícies abertas, sem árvores, enquanto a "forma azul" é mais comum em habitats costeiros e arbustivos.

Distribuição

A raposa-do-ártico tem uma distribuição circumpolar em todo o Ártico, estendendo-se pela Eurásia, América do Norte, Arquipélago Canadense, ilhas da Sibéria, Groelândia, Islândia e Esvalbarda. Essa espécie também estende sua distribuição em direção ao norte sobre o gelo do mar, e já foi registrada nas proximidades do Polo Norte, enquanto os limites de sua ocorrência ao sul se estendem às regiões subárticas, incluindo as ilhas no Mar de Bering e do Golfo do Alasca, assim como o extremo sul da Baía de Hudson, no Canadá.

Ameaças

A raposa-do-ártico tem uma longa história de exploração para o comércio de peles, e embora a pressão da caça tenha diminuído nos últimos anos, ela continua sendo a espécie terrestre de caça mais importante no Ártico. Felizmente, essa espécie é capaz de manter populações estáveis, mesmo quando muito caçada, devido a uma taxa de reprodução relativamente elevada. Por isso, a população global da raposa-do-ártico é abundante e não é considerada ameaçada. Isso não deve, porém, esconder o status de algumas populações regionais, tais como aquelas na Fino-Escandinávia, a ilha russa Medny e as Ilhas Pribilof, onde os números estão diminuindo e podem estar criticamente baixos. Ameaças regionais incluem doenças, exposição a poluentes tóxicos, a perseguição direta e o cruzamento com raposas "azuis" criadas em cativeiro que escapam de fazendas de peles e que "contaminam" o pool genético da população selvagem pura.

Subespécies

  • Vulpes lagopus lagopus
  • Vulpes lagopus beringensis
  • Vulpes lagopus fuliginosus
  • Vulpes lagopus pribilofensis
  • Vulpes lagopus foragorapusis

Continentes de Ocorrência

América do Norte, Ásia, Europa

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "Arctic Fox." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 16 Mar. 2017. Web. 28 Mar. 2017.
  • Arctic Fox fact file on ARKive.
  • Angerbjörn, A. & Tannerfeldt, M. 2014. Vulpes lagopus. The IUCN Red List of Threatened Species 2014: e.T899A57549321.

Fotos da Espécie

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