Cão-selvagem-africano

Fotografia por Kcclarke, CC BY-NC

Local da foto: Parque Nacional Kruger, Mpumalanga, África do Sul

 NIKON D3100 (NIKON CORPORATION)
Distância Focal: 300mm  •  Abertura: f/5.6  •  Tempo de Exposição: 1/160s  •  ISO: 400
Data em que a foto foi tirada: 29/08/2013
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Cão-selvagem-africano

Lycaon pictus
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Mammalia
Ordem Carnivora
Família Canidae
Gênero Lycaon
Nome Científico Lycaon pictus(Temminck, 1820)
Nome Inglês African Wild Dog, African Hunting Dog, Cape Hunting Dog
Estado de Conservação EN  - Em Perigo (IUCN / 2012)

Descrição

O cão-selvagem-africano, conhecido também como cão-caçador-africano e cão-caçador-do-cabo, é uma espécie de mamífero da família Canidae e um dos canídeos mais sociais e distintos do mundo.

A pelagem curta e resistente do cão-selvagem-africano é colorida com manchas amarelas, cinza, pretas e brancas, e deram origem ao seu nome científico Lycaon pictus, que significa "lobo pintado" em Grego. A pelagem é curta nos membros e corpo e mais longa no pescoço.

Cada indivíduo tem um padrão único de coloração, e isso é utilizado por pesquisadores para identificar os indivíduos. O corpo é delgado e musculoso, a cauda é espessa com uma ponta branca e as pernas são longas. Os machos são um pouco maiores do que as fêmeas. Ao contrário das outras espécies de canídeos, possui apenas quatro, ao invés de cinco dedos nas patas dianteiras. O cão-selvagem-africano tem orelhas grandes e arredondadas que provavelmente ajudam eliminar calor, bem como manter o contato com membros da matilha ao captar sinais vocais de longa distância.

É o maior canídeo africano e o segundo maior canídeo selvagem do mundo - o maior é o lobo-cinzento (Canis lupus). Os adultos geralmente pesam entre 18 e 36 kg e tem um comprimento que varia de 75 a 141 cm (cabeça e corpo), mais uma cauda de 30 a 45 cm.

Biologia

Cães-selvagens-africanos são altamente sociáveis e apresentam um sistema social muito incomum; dentro de suas matilhas, os cães do mesmo sexo estão intimamente relacionados entre si, mas não para os indivíduos do sexo oposto, e apenas o macho e fêmea dominantes reproduzem. As matilhas variam em tamanho de 2 a 27 indivíduos e novas matilhas são formadas quando subgrupos do mesmo sexo (geralmente irmãos) se dispersam e se juntam com um subgrupo do sexo oposto, levando a uma configuração incomum da matilha. Somente a fêmea dominante vai dar à luz filhotes, e os nascimentos podem ocorrer durante todo o ano, embora sejam mais comuns entre março e junho. O período de gestação é de aproximadamente 70 dias. O tamanho da ninhada é o maior de entre os canídeos, com média de 10 filhotes, estes nascem dentro de tocas onde permanecem por cerca de três meses. Inicialmente, a mãe fica com seus filhotes e quando os membros da matilha retornam da caça, eles regurgitam comida para ela. Com os filhotes mais velhos no entanto, todos os membros da matilha ajudam com a alimentação e cuidado. Os jovens são totalmente independentes entre 16 e 24 meses, mas permanecem com sua matilha. As fêmeas são mais propensas a dispersarem, geralmente ficando em um subgrupo com suas irmãs, assim que chegam aos dois anos de idade. Essa espécie pode viver cerca de 10 anos na natureza.

Fora da época de reprodução, cães-selvagens-africanos são nômades e vagam por longas distâncias em busca de presas; seu território pode ser muito grande e chegar aos 5.000 km², mas geralmente são restritos a áreas com menos de 200 km². Esses cães são carnívoros e caçam suas presas com uma estreita cooperação em grupo. Essa estratégia permite caçar presas como antílopes e ungulados muito maiores do que eles mesmos, incluindo o cudo-maior (Tragelaphus strepsiceros) e o gnu - presas que podem pesar 250 kg, bem como garantir o sucesso de caça que é maior do que outras espécies de grandes carnívoros. A matilha parte para caçar no frio da madrugada e ao anoitecer, evitando outros predadores, como leões. A vítima é puxada para o chão e o grupo começa a se alimentar; os filhotes na matilha têm permissão para comer primeiro.

Esses animais têm uma reputação cruel, devido à velocidade com a qual comem, e seu método de tirar as vísceras da presa antes que ela esteja totalmente morta.

Habitat

O cão-selvagem-africano habita uma variedade de habitats, incluindo planícies, semidesertos, savanas arbustivas, bosques e florestas de terra firme.

Distribuição

O cão-selvagem-africano era encontrado em toda a África Subsaariana, embora nunca foi abundante localmente. Hoje, essa espécie está restrita à populações fragmentadas, principalmente na África Austral e Oriental. Atualmente existem populações potencialmente viáveis em Botsuana, Quênia, Moçambique, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.

Ameaças

Cães-selvagens-africanos necessitam de grandes áreas para suportar populações viáveis, e a recente fragmentação do seu habitat tem causado um declínio da população. Cães-selvagens-africanos tradicionalmente têm uma reputação de atacar o gado e, apesar disso raramente ocorrer na prática, geralmente são perseguidos onde quer que eles entrem em contato com os humanos. Além disso, os acidentes em rodovias e as armadilhas se tornaram recentemente uma importante causa de mortalidade. Esses canídeos são suscetíveis à doenças, particularmente as desenvolvidas por cães-domésticos (Canis lupus familiaris), como cinomose e raiva. Uma outra ameaça que mantém as populações de cães-selvagens-africanos baixa é a competição e predação com outros grandes carnívoros da savana africana, tais como o leão (Panthera leo) e a hiena-pintada (Crocuta crocuta).

Subespécies

  • Lycaon pictus pictus
  • Lycaon pictus lupinus
  • Lycaon pictus manguensis
  • Lycaon pictus sharicus
  • Lycaon pictus somalicus

Continentes de Ocorrência

África

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "African Wild Dog." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 21 Mar. 2017. Web. 28 Mar. 2017.
  • African Wild Dog fact file on ARKive.
  • Mulheisen, M.; C. Allen and C. Allen 2002. "Lycaon pictus" (On-line), Animal Diversity Web.
  • Woodroffe, R. & Sillero-Zubiri, C. 2012. Lycaon pictus. The IUCN Red List of Threatened Species 2012: e.T12436A16711116.

Fotos da Espécie

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