Esponja-tubo-amarela

Fotografia por Nick Hobgood, CC BY-SA

Local da foto: Haiti

 E-330 (OLYMPUS IMAGING CORP. )
Distância Focal: 10mm  •  Abertura: f/9.0  •  Tempo de Exposição: 1/160s  •  ISO: 100
Data em que a foto foi tirada: 10/04/2010
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Esponja-tubo-amarela

Aplysina insularis
Reino Animalia
Filo Porifera
Classe Demospongiae
Ordem Verongida
Família Aplysinidae
Gênero Aplysina
Nome Científico Aplysina insularis(Duchassaing & Michelotti, 1864)
Nome Inglês Yellow Tube Sponge
Estado de Conservação NE  - Não Avaliada pela IUCN

Descrição

A esponja-tubo-amarela é uma espécie de invertebrado marinho da família Aplysinidae.

Uma grande esponja, a esponja-tubo-amarela consiste de um ou mais tubos cilíndricos unidos na base que crescem em direção ascendente. Cada tubo se estreita no topo em um grande ósculo. A textura é macia e resistente. A superfície externa é lisa ou coberta com projeções cônicas finas. Não há espículas na parede, mas é reforçada com uma rede de fibras que forma um padrão de malha circular ou hexagonal. A cor da esponja-tubo-amarela é marrom amarelada e, em águas mais profundas, muda para um amarelo esverdeado intenso porque as camadas superficiais da esponja fluorescem na luz azul (única) que penetra nessas águas mais profundas. Se machucada ou removida da água, esta esponja se torna roxa, depois preta, e morre, liberando uma substância que pode manchar a pele de uma pessoa, deixando uma marca difícil de eliminar.

Os tubos da esponja-tubo-amarela geralmente têm 1 m de comprimento com um diâmetro de tubo de 8 cm, mas o comprimento dos tubos pode variar de acordo com a profundidade do corpo de água que eles habitam.

Biologia

A esponja-tubo-amarela se alimenta por filtração de água pela parede do seu corpo e através da captura de fragmentos de alimentos, como algas, plâncton, material orgânico morto e bactérias. Ela é uma consumidora primária. A água entra na esponja por poros microscópicos ao longo do corpo do tubo. Estruturas minúsculas parecidas com pelos podem ser encontradas no interior dos tubos da esponja, e mantêm a água circulando batendo de um lado para o outro ritmicamente. Esse movimento permite a esponja filtrar a quantidade máxima de alimento fora da água. A água residual filtrada deixa a esponja através da abertura do topo do tubo, chamada de ósculo. As esponjas absorvem oxigênio da água durante o processo de alimentação.

A esponja-tubo-amarela não se move porque ela está fixa em um local; o fundo do mar ou um recife de coral. A espécie possui um sistema de resposta contra predadores. Ela produz químicas que fazem seus tecidos terem um sabor pouco atraente. Essas químicas evitam que outras criaturas marinhas, como cracas e algas, se anexem a seus tubos e também desencorajam predadores de comê-la. A esponja-tubo-amarela tem comportamentos altamente especializados. Se alguma esponja for derrubada, ela altera suas células para criar um tubo vertical. Ela também tem propriedades antimicrobianas. Ela pode combater a maioria das infecções ou venenos de outros animais que a morde. As esponjas não se comunicam.

Muitas espécies de peixes de recife se alimentam da esponja-tubo-amarela, mas o principal predador é a tartaruga-marinha-de-pente (Eretmochelys imbricata). A esponja-tubo-amarela oferece um berçário para organismos aquáticos jovens. Ela é imóvel, mas interage com outros organismos se eles se aproximarem dela.

A esponja-tubo-amarela reproduz sexualmente liberando um grande volume de esperma em um corpo de água. O esperma entra em contato com o órgão reprodutor feminino que abriga ovos em outra esponja individual. Ele está localizado na parede do tecido da esponja. Depois que ocorre a fertilização, são formadas pequenas larvas. As larvas são liberadas na água e uma nova esponja começa a crescer na superfície que a larva se ancorar. Os jovens crescem rapidamente após a larva se implantar em uma superfície resistente. Em média, são liberadas 100 larvas. A reprodução assexuada também ocorre, através de brotação. Um pedaço da esponja simplesmente se prende a uma superfície dura e começa a crescer de novo. O período de reprodução tipicamente ocorre entre os meses de agosto a novembro.

Habitat

A esponja-tubo-amarela vive principalmente em recifes de coral e no fundo do oceano. É uma espécie de águas moderadamente profundas e ocorre até cerca de 40 m de profundidade.

Distribuição

A esponja-tubo-amarela ocorre nas Bermudas, na Flórida, nas Bahamas, nas Ilhas Virgens, nas Grandes Antilhas, no Mar do Caribe, na metade norte do Golfo do México e no norte do Brasil.

Continentes de Ocorrência

América do Norte, América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • van Soest, R. (2008). Aplysina insularis (Duchassaing & Michelotti, 1864). In: Van Soest, R.W.M; Boury-Esnault, N.; Hooper, J.N.A.; Rützler, K.; de Voogd, N.J.; Alvarez, B.; Hajdu, E.; Pisera, A.B.; Manconi, R.; Schönberg, C.; Klautau, M.; Picton, B.; Kelly, M.; Vacelet, J.; Dohrmann, M.; Díaz, M.-C.; Cárdenas, P.; Carballo, J. L.; Rios, P.; Downey, R. (2017). World Porifera database. Accessed through: World Register of Marine Species at http://www.marinespecies.org/aphia.php?p=taxdetails&id=169655 on 2017-11-14.
  • Wikipedia contributors. "Aplysina insularis." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 8 Jul 2017. Web. 14 Nov 2017.
  • The Online Guide to the Animals of Trinidad and Tobago.

Fotos da Espécie

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