Dragão-azul

Fotografia por Greg Schechter, CC BY

Local da foto: Sydney, Nova Gales do Sul, Austrália

 Canon PowerShot S70 (Canon)
Distância Focal: 6mm  •  Abertura: f/2.8  •  Tempo de Exposição: 1/500s
Data em que a foto foi tirada: 22/05/2009
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Dragão-azul

Glaucus atlanticus
Reino Animalia
Filo Mollusca
Classe Gastropoda
Ordem Sem Classificação
Família Glaucidae
Gênero Glaucus
Nome Científico Glaucus atlanticusForster, 1777
Nome Inglês Blue Dragon, Blue Sea Slug, Blue Ocean Slug, Sea Swallow, Blue Angel, Blue Glaucus
Estado de Conservação NE  - Não Avaliada pela IUCN

Descrição

O dragão-azul, conhecido também como lesma-do-mar-azul e andorinha-do-mar, é uma pequena espécie de lesma-do-mar, um nudibrânquio eolídio, um molusco gastrópode sem concha da família Glaucidae.

O dragão-azul tem uma coloração cinza prateada em seu lado dorsal e azul-clara e azul-escura ventralmente. A cabeça tem listras azul-escuras. Ele tem um corpo afunilado achatado e seis apêndices que se ramificam em ceratos raiados. Os ceratos são estruturas anatômicas externas laterais e/ou dorsais com formato de chifre sobre a superfície do corpo de nudibrânquios. A rádula, que é uma estrutura situada na boca dos moluscos (exceto os bivalves), tem a função de raspar o alimento, e é constituída por filas de pequenos dentes curvos quitinosos.

O dragão-azul pode crescer até 3 cm de comprimento.

Biologia

Com o auxílio de um saco cheio de gás no estômago, o dragão-azul pode flutuar na superfície da água. Devido à localização do saco de gás, o dragão-azul flutua de cabeça para baixo. A superfície superior é, na verdade, o pé (a parte inferior em outras lesmas e caracóis), e tem uma coloração azul ou azul e branca. A superfície dorsal verdadeira (levada para baixo no dragão-azul) é completamente cinza prateada. Essa coloração serve como camuflagem e ajuda a proteger o dragão-azul de predadores que poderiam atacar por baixo ou por cima.

Como uma espécie pelágica, o dragão-azul preda outros organismos pelágicos maiores do que ele mesmo. Ele pode se mover em direção a presa ou acasalar usando seus ceratos para fazer lentos movimentos natatórios. Entre as espécies pelágicas que fazem parte da sua dieta, estão a peçonhenta e perigosa caravela-portuguesa (Physalia physalis), o botão-azul (Porpita porpita) e o caracol-do-mar-violeta (Janthina janthina).

O dragão-azul armazena nematocistos urticantes da caravela-portuguesa dentro de seus próprios tecidos como uma defesa contra predadores. Seres humanos manipulando um dragão-azul podem receber uma picada muito dolorosa e potencialmente perigosa. O dragão-azul é capaz de se alimentar da caravela-portuguesa por causa da sua imunidade aos peçonhentos nematocistos. O dragão-azul consome todo o organismo e parece selecionar e armazenar os nematocistos mais peçonhentos para seu próprio uso. Os nematocistos são coletados em sacos especializados (cnidosacos) na ponta dos ceratos do animal. Como o dragão-azul concentra o veneno, ele pode produzir uma picada mais poderosa e mortal do que a caravela-portuguesa da qual ele se alimenta.

Como quase todos os heterobrânquios, o dragão-azul é hermafrodita e tem os órgãos reprodutores masculino e feminino. Após o acasalamento, ambos os animais produzem cordões de ovos.

Habitat

O dragão-azul é uma espécie pelágica que vive no oceano aberto. Apesar de viver no oceano aberto, às vezes ele pode ser lançado para a costa, e portanto, ele pode ser encontrado em praias.

Distribuição

O dragão-azul é encontrado em águas temperadas e tropicais dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

Continentes de Ocorrência

África, Ásia, Austrália/Oceania, Europa

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "Glaucus atlanticus." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 07 Mar 2017. Web. 08 Abr 2017.
  • PBS Nature.

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