Tesourinha

Fotografia por Jean Wickert, CC0

Local da foto: Iporã do Oeste, Santa Catarina, Brasil

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Tesourinha

Tyrannus savana
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae
Gênero Tyrannus
Nome Científico Tyrannus savanaDaudin, 1802
Nome Inglês Fork-tailed Flycatcher, Fork-tailed Kingbird, Swallow-tailed Flycatcher
Estado de Conservação LC  - Pouco Preocupante (IUCN / 2016)

Descrição

A tesourinha, conhecida também como tesourinha-do-campo e suiriri-de-cauda-bifurcada, é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.

A maior parte da cabeça e da parte superior da nuca da tesourinha é preta com uma mancha de coroa amarela, geralmente escondida e visível apenas em determinadas situações. O dorso é cinza, mas pode variar de mais escuro a mais claro, dependendo da subespécie. As asas são marrom-escuras e/ou pretas. As bordas das penas das asas têm coloração que varia da cinza pálida a esbranquiçada. A cauda é distintamente longa e bifurcada, maior do que o próprio corpo, e é preta com borda branca. As partes inferiores do corpo são brancas. A íris é marrom e o bico, pernas e pés são pretos. Macho e fêmea são semelhantes na aparência, mas o macho tem a cauda mais longa.

Os juvenis têm plumagem mais maçante do que os adultos, cauda muito mais curta, especialmente se comparado com os machos adultos, cabeça cinzenta, dorso mais acastanhado, margens canela pálida na parte superior da cauda e nas coberturas das asas. Juvenis e imaturos também podem ter um pouco de marrom na coroa e podem ter a mancha de coroa amarela reduzida ou até mesmo não ter.

O macho da tesourinha tem entre 37 e 40,5 cm de comprimento. A fêmea tem entre 28 e 30 cm de comprimento. O peso varia entre 27 e 34 g.

Indivíduos fora da época de muda de penas são quase inconfundíveis por causa da cauda longa e bifurcada, mas na época de muda de penas podem ser confundidos com o suiriri-oriental (Tyrannus tyrannus). O suiriri-oriental, no entanto, tem uma faixa terminal branca na cauda.

Biologia

A dieta da tesourinha é composta primariamente de insetos, os quais são capturados em voo, de folhas ou do solo. Consome também pequenos frutos fora da época de reprodução ou se houver escassez de insetos.

Uma espécie muito visível, a tesourinha geralmente se empoleira em níveis relativamente baixos em cercas, linhas de energia e galhos expostos de árvores e arbustos. É uma espécie residente, parcialmente migratória ou totalmente migratória, dependendo da população e da subespécie. As populações mais ao norte são residentes permanentes, com alguns movimentos nômades e locais. As populações mais ao sul da América Central são parcialmente migratórias, migrando para a América do Sul até o norte do Brasil. As populações que reproduzem no sul da América do Sul migram para o centro e norte da América do Sul para passar o inverno austral (março a outubro).

A tesourinha pode ser encontrada isoladamente, em pares, em grupos familiares ou, durante a migração e fora da época reprodutiva, em grandes bandos de centenas ou até milhares de indivíduos. Pode se misturar com bandos de suiriri-oriental (Tyrannus tyrannus). Casais defendem agressivamente seus respectivos territórios e perseguem ativamente predadores.

O período de reprodução da tesourinha vai de março a junho na Costa Rica, de janeiro a maio na Colômbia, de março a maio na Venezuela, de setembro a dezembro no Brasil, de abril a agosto em Belize, e de outubro a janeiro na Argentina.

O casal constrói um ninho aberto em forma de tigela, com raízes, gramíneas e gravetos. A fêmea coloca uma ninhada de 1 a 3 ovos brancos com manchas de cor marrom avermelhadas. Os ovos são incubados durante um período médio de 13,6 dias. Os filhotes deixam o ninho 15 dias após o nascimento. O ninho da tesourinha, às vezes, é parasitado pelo chupim (Molothrus bonariensis).

Habitat

A tesourinha ocupa uma variedade de habitats abertos, incluindo bordas de florestas, áreas de vegetação secundária, savanas e pastagens com árvores esparsas, áreas residenciais, áreas de gramados, bosques, cerrados e mangues. Durante a migração pode ser encontrada em uma grande variedade de habitats, incluindo a copa de florestas úmidas.

Distribuição

A tesourinha é encontrada do sul do México até a Argentina.

Subespécies

  • Tyrannus savana monachus - ocorre do sul do México (Veracruz) até a Colômbia, Guianas e norte do Brasil.
  • Tyrannus savana sanctaemartae - ocorre na costa caribenha do norte da Colômbia e no noroeste da Venezuela (península de La Guajira).
  • Tyrannus savana circumdatus - ocorre na região do Baixo Amazonas no Brasil (a oeste até a área de Manaus).
  • Tyrannus savana savana - ocorre no centro, sudeste e sul do Brasil, norte e leste da Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai; populações migratórias do sul invernam no norte da América do Sul (Colômbia, Venezuela, Guianas e Amazônia).

Continentes de Ocorrência

América do Norte, América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • BirdLife International. 2016. Tyrannus savana. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22700503A93780761. Acessado em 16 Jul 2018.
  • D. Lepage, J. Warnier, 2014. The Peters' Check-list of the Birds of the World (1931-1987) Database. Accessed on 16 Jul 2018 from Avibase, the World Database.
  • Mobley, J. & Garcia, E.F.J. (2018). Fork-tailed Flycatcher (Tyrannus savana). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
  • Jahn, A. E. and D. T. Tuero (2013). Fork-tailed Flycatcher (Tyrannus savana), version 1.0. In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA.
  • Marini, Miguel & Lobo, Yonara & Lopes, Leonardo & França, Leonardo & Paiva, Luciana. (2009). Biologia reprodutiva de Tyrannus savana (Aves, Tyrannidae) em cerrado do Brasil Central. Biota Neotropica. 9.10.1590/S1676-06032009000100007.
  • Clements, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L. Wood. 2018. The eBird/Clements checklist of birds of the world: v2018.

Fotos da Espécie

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