Saíra-de-cabeça-castanha

Copyright © Tom Friedel, www.birdphotos.com

Local da foto: Departamento de Antioquia, Colômbia

 Canon EOS 5D Mark III (Canon)
Distância Focal: 600mm  •  Abertura: f/8.0  •  Tempo de Exposição: 1/320s  •  ISO: 640
Data em que a foto foi tirada: 11/12/2014
  NÃO reproduza o conteúdo deste site sem autorização!

Saíra-de-cabeça-castanha

Tangara gyrola
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Thraupidae
Gênero Tangara
Nome Científico Tangara gyrola(Linnaeus, 1758)
Nome Inglês Bay-headed Tanager
Estado de Conservação LC  - Pouco Preocupante (IUCN / 2016)

Descrição

A saíra-de-cabeça-castanha é uma ave passeriforme da família Thraupidae.

Com um padrão de plumagem altamente variável entre as 9 subespécies reconhecidas, a saíra-de-cabeça-castanha é uma das saíras do gênero Tangara mais variáveis. No geral, as partes superiores, asas e cauda são verdes ou verde-amarelas e as partes inferiores são azuis ou verdes. A cabeça vermelho-acastanhada ou vermelho-tijolo é separada do dorso verde por um colar nucal amarelo a dourado. A intensidade da cor do colar nucal varia entre as subespécies, assim como a cor das partes superiores, partes inferiores e uropígio.

O macho da espécie nominal, Tangara gyrola gyrola, tem a cabeça vermelho-tijolo, com um colar nucal dourado. O dorso e uropígio são verdes. As coberteiras das asas internas são douradas e as coberteiras das asas externas são verdes. As rêmiges são escuras com bordas verdes. As partes inferiores são verdes, a área central da garganta, do peito e o ventre são azul-claros. A fêmea é muito semelhante ao macho, mas tende a ter uma plumagem mais maçante na cor. Indivíduos imaturos são uniformemente verdes, às vezes, apresentando pequenas quantidades de vermelho na cabeça, fazendo-os parecer indistintos. Em ambos os sexos, a íris é marrom-escura, o bico é escuro e acinzentado na base da mandíbula inferior, e as pernas e pés são acinzentados.

A saíra-de-cabeça-castanha tem 13,5 cm de comprimento e pesa entre 17,5 e 26,5 g.

A saíra-de-cabeça-castanha é muito parecida com a saíra-de-asa-ruiva (Tangara lavinia). No entanto, a saíra-de-asa-ruiva pode ser distinguida pelo amarelo mais extenso da nuca e do dorso superior, pela área azul menos extensa das partes inferiores, e também pelo ruivo/vermelho cobre nas asas. A saíra-de-cabeça-castanha (com exceção da subespécie albertinae, que tem uma mancha ruiva nos ombros) não tem ruivo/vermelho cobre nas asas.

Biologia

A dieta da saíra-de-cabeça-castanha é composta principalmente de frutos, mas também consome sementes e insetos. Passa a maior parte do seu tempo forrageando na copa das árvores. É uma ave muito social e pode ser encontrada isoladamente, em pares e em grupos familiares. É encontrada com frequência em bandos de forrageamento de espécies mistas.

A saíra-de-cabeça-castanha é considerada uma espécie monogâmica. O período de reprodução ocorre entre janeiro e agosto em Trindade; entre fevereiro e outubro na Costa Rica; em março e abril no Panamá. Um casal reprodutor pode produzir até 3 ninhadas em uma temporada de reprodução.

O ninho da saíra-de-cabeça-castanha é construído primariamente pela fêmea, mas o macho traz materiais de nidificação durante o início da construção. O ninho tem formato de taça aberta e, normalmente, está escondido na folhagem densa em uma árvore. A fêmea coloca uma ninhada de 2 ovos de cor branca opaca com manchas marrons na extremidade maior. Os ovos são incubados somente pela fêmea. O período de incubação é de 13 a 14 dias. Ambos os pais cuidam e alimentam os filhotes, que deixam o ninho entre 15 e 16 dias após a eclosão.

Habitat

A saíra-de-cabeça-castanha é encontrada em uma variedade de habitats, mas tem preferência por florestas sempre verdes de planícies e florestas sempre verdes montanhosas. Além disso, pode ser encontrada em clareias adjacentes com árvores dispersas, áreas semiabertas, florestas secundárias altas e em plantações. Ocorre desde planícies até 1.800 m de altitude.

Distribuição

A saíra-de-cabeça-castanha ocorre da Nicarágua, Costa Rica e Panamá, até a Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, e em Trindade e Tobago, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

Subespécies

As 9 subespécies de saíra-de-cabeça-castanha são classificadas em 3 grupos de subespécies:

Grupo albertinae: composto por 6 subespécies e todas têm uropígio e partes inferiores azuis.

  • Tangara gyrola bangsi - ocorre na Nicarágua, nas regiões tropical e subtropical da Costa Rica e no oeste do Panamá.
  • Tangara gyrola deleticia - ocorre no leste do Panamá (Darién) e no oeste da Colômbia.
  • Tangara gyrola nupera - ocorre no extremo sudoeste da Colômbia (Nariño), oeste do Equador e noroeste do Peru (Tumbes).
  • Tangara gyrola catharinae - ocorre na encosta leste dos Andes da Colômbia (sul de Meta), ao sul até o leste do Equador, leste do Peru e Bolívia (Cochabamba e Santa Cruz).
  • Tangara gyrola parva - ocorre nas planícies do sudeste da Colômbia e sul da Venezuela, ao sul até o nordeste do Peru, e a leste até o noroeste do Brasil.
  • Tangara gyrola albertinae - ocorre no oeste do Brasil no sul do rio Amazonas (do rio Purus, a leste até o nordeste do Pará, e ao sul até o norte de Mato Grosso).

Grupo viridissima: composto por 2 subespécies e todas são quase totalmente verdes, exceto pela cabeça castanha. O uropígio e as partes inferiores são totalmente verdes e o amarelo do colar nucal e das coberteiras das asas é reduzido ou ausente.

  • Tangara gyrola toddi - ocorre nas montanhas do norte da Colômbia e nas montanhas do noroeste da Venezuela.
  • Tangara gyrola viridissima - ocorre na costa nordeste da Venezuela e na ilha de Trindade.

Grupo gyrola: composto por 1 subespécie, que tem uropígio verde, garganta verde, e uma área azul extensa no peito inferior e no ventre.

  • Tangara gyrola gyrola - ocorre do sul da Venezuela, a leste na Guiana, Suriname, Guiana Francesa até o extremo norte do Brasil (Amapá).

Continentes de Ocorrência

América do Norte, América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • BirdLife International. 2016. Tangara gyrola. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22722878A94790414. Acessado em 03 Nov 2018.
  • Burns, K. J. and C. Mireles (2010). Bay-headed Tanager (Tangara gyrola), version 1.0. In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. Acessado em 03 Nov 2018.
  • Hilty, S. (2018). Bay-headed Tanager (Tangara gyrola). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. Acessado em 03 Nov 2018.
  • Clements, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L. Wood. 2018. The eBird/Clements checklist of birds of the world: v2018.

Fotos da Espécie

Mais Espécies de Aves

Conheça mais espécies de Aves selecionadas pelo Terra Selvagem.

Você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Saiba que dependemos exclusivamente de anúncios para manter o Terra Selvagem no ar.

Para continuar navegando, desabilite seu bloqueador de anúncios ou adicione o endereço www.terraselvagem.com à lista branca de sites do seu bloqueador de anúncios.