Rã-venenosa-fantasmal

Fotografia por Holger Krisp, CC BY

Local da foto: Zoológico de Ulm, Alemanha

 Canon EOS 500D (Canon)
Distância Focal: 90mm  •  Abertura: f/16.0  •  Tempo de Exposição: 1/200s  •  ISO: 200
Data em que a foto foi tirada: 10/06/2011
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Rã-venenosa-fantasmal

Epipedobates tricolor
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Dendrobatidae
Gênero Epipedobates
Nome Científico Epipedobates tricolor(Boulenger, 1899)
Nome Inglês Phantasmal Poison Frog
Estado de Conservação EN  - Em Perigo (IUCN / 2004)

Descrição

A rã-venenosa-fantasmal é uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae.

A rã-venenosa-fantasmal tem uma cor de fundo que varia da vermelho-escura a marrom. A superfície dorsal tem três listras brancas ou amarelas: uma listra lateral que se estende da ponta do focinho ou atrás do olho até a virilha, que pode ser completa ou fragmentada em manchas e pontos; uma listra média dorsal que se amplia para os lados e tem borda irregular - essa listra pode ser parcialmente fragmentada em pontos, às vezes descontínua, e pode estar amplamente fundida com a listra lateral na cabeça; uma listra ventrolateral, às vezes descontínua, começa embaixo do nariz ou embaixo do olho e se estende até a inserção do braço e perna, onde se funde amplamente com a coloração ventral clara. O ventre pode ser marmoreado de preto ou marrom ou pode ter pontos amarelos brilhantes que podem se fundir para formar um padrão reticulado ou, inclusive cobrir totalmente o ventre. A pele da rã-venenosa-fantasmal é lisa e o focinho saliente é truncado. A narina está mais próxima do focinho do que do olho. Os dedos dos pés são basalmente palmados. Os indivíduos podem ser identificados pelo padrão de listras que varia de um animal para outro.

Os machos da rã-venenosa-fantasmal têm um comprimento rostro-cloacal entre 19 e 21 mm, e as fêmeas, entre 20 e 23 mm.

A rã-venenosa-fantasmal é muito parecida com rã-venenosa-de-anthony (Epipedobates anthonyi), que é maior e tem ossos verdes. A rã-venenosa-fantasmal é menor e tem ossos brancos.

Biologia

A rã-venenosa-fantasmal é uma espécie diurna e terrestre. Sua dieta consiste de pequenos insetos.

A vocalização da rã-venenosa-fantasmal consiste de chamados e silvos e ocorre no solo ou em poleiros, principalmente durante a manhã. Vocalizações feitas a partir de poleiros são mais fortes e mais altas do que as feitas no solo. A duração e a qualidade são sinais de machos dominantes. No entanto, esse comportamento pode mudar durante a época de acasalamento.

A agressão entre machos ocorre nessa espécie. Ambos os machos ficam eretos, com as pernas da frente voltadas para fora. Os machos agarram um ao outro, enquanto se levantam em linha reta. Eles então circulam até que um deles consiga forçar o outro para o chão, colocando-se sobre ele.

A rã-venenosa-fantasmal é ovípara. A fêmea coloca uma ninhada de aproximadamente 10 ovos. O macho cuida dos ovos na serrapilheira e, depois, carrega os girinos em seu dorso para serem depositados em água corrente para completarem o desenvolvimento.

Habitat

A rã-venenosa-fantasmal habita a serrapilheira no solo de florestas e em pântanos.

Distribuição

A rã-venenosa-fantasmal é uma espécie nativa do Equador. Ela é conhecida apenas de sete localidades nas encostas andinas da província de Bolívar, no Equador central, onde ocorre em altitudes de aproximadamente 1.000 a 1.769 m.

Veneno

A rã-venenosa-fantasmal, assim como outros dendrobatídeos, tem toxinas na pele. A coloração vermelha dos adultos é considerada aposemática, um aviso para potenciais predadores da sua toxicidade. As espécies do gênero Epipedobates produzem toxinas lipofílicas consistindo de alcaloides à base de piperidina. Essa espécie é menos tóxica do que as espécies dos gêneros Phyllobates e Dendrobates.

As secreções da pele de espécies do gênero Epipedobates têm sido usadas em pesquisas médicas. A epibatidina, uma toxina de pele lipofílica, é um alcaloide à base de piperidina que atua como um analgésico não opioide e foi constatado ser 200 vezes mais potente do que a morfina.

Assim como as outras toxinas de pele de dendrobatídeos, a epibatidina parece ser derivada totalmente de fontes alimentares. Exemplares da rã-venenosa-fantasmal e da rã-venenosa-de-anthony coletados de uma plantação de cacau tiveram vestígios de epibatidina, enquanto espécimes coletados em uma plantação de bananas nas proximidades não tinham vestígios de epibatidina. Além disso, espécimes em cativeiro não produzem a epibatidina. Assim, a fonte alimentar de epibatidina provavelmente está presente em baixas quantidades e não universalmente distribuída.

Continentes de Ocorrência

América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • AmphibiaWeb 2012. Epipedobates tricolor: Phantasmal Poison Frog. University of California, Berkeley, CA, USA.
  • Coloma, L. A., Frenkel, C. y Ortiz, D. A. 2013. Epipedobates tricolor. En: Ron, S. R., Guayasamin, J. M., Yanez-Muñoz, M. H., Merino-Viteri, A., Ortiz, D. A. y Nicolalde, D. A. 2016. AmphibiaWebEcuador. Version 2016.0. Museo de Zoología, Pontificia Universidad Católica del Ecuador.
  • Coloma, L. A., Verkade, J. & Verkade, J. 2016. Epipedobates tricolor. En: Centro Jambatu. 2011–2017. Anfibios de Ecuador. Fundación Otonga. Quito, Ecuador.
  • Luis A. Coloma. 2004. Epipedobates tricolor. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T55239A11278331.

Fotos da Espécie

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