Rã-venenosa-dourada

Copyright © Anthony Watson

 NIKON D5000 (NIKON CORPORATION)
Distância Focal: 35mm  •  Abertura: f/4.5  •  Tempo de Exposição: 1/60s  •  ISO: 200
Data em que a foto foi tirada: 08/12/2011
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Rã-venenosa-dourada

Phyllobates terribilis
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Dendrobatidae
Gênero Phyllobates
Nome Científico Phyllobates terribilisMyers, Daly & Malkin, 1978
Nome Inglês Golden Poison Frog
Estado de Conservação EN  - Em Perigo (IUCN / 2017)

Descrição

A rã-venenosa-dourada é a espécie mais tóxica da família Dendrobatidae, e também a maior espécie, atingindo um tamanho de 5,5 cm quando adulta, com as fêmeas geralmente sendo maiores do que os machos.

Ao contrário da maioria dos outros membros da família Dendrobatidae, a rã-venenosa-dourada tem uma coloração de corpo uniforme, ao invés de listras e manchas escuras, como em seus parentes: a rã-venenosa-kõkoé (Phyllobates aurotaenia), a rã-venenosa-encantadora (Phyllobates lugubris) e a rã-venenosa-do-golfo-dulce (Phyllobates vittatus). Os adultos são mais coloridos do que os jovens, que têm o mesmo padrão primitivo da maioria dos outros membros da família Dendrobatidae. Eles têm listras dorsolaterais sobre seus corpos escuros até que eles amadureçam. Quando atingem a idade adulta, sua coloração muda para uma única cor brilhante.

A rã-venenosa-dourada ocorre em três cores diferentes, chamadas também de morfias:

  • Verde menta - é a maior morfia da rã-venenosa-dourada, e é a mais comum em cativeiro. O nome "verde menta" é um tanto equivocado, uma vez que espécimes dessa morfia podem ser de cor verde metálica, verde pálida ou branca. Essa morfia ocorre na área de La Brea da Colômbia.
  • Amarela - espécimes com essa morfia podem ser de cor amarelo pálida ao amarelo profundo ou amarelo-dourado. Essa morfia ocorre em Quebrada Guangui, na Colômbia.
  • Laranja - espécimes com essa morfia tendem a ter uma cor laranja metálico ou laranja amarelado, com intensidade variável. Apesar de não ser tão comum como as outras duas morfias, essa morfia também existe na Colômbia.

A rã-venenosa-dourada possui minúsculos discos adesivos na ponta dos dedos que ajudam na escalada de plantas. Ela também tem uma placa óssea no maxilar inferior, que dá ao animal a aparência de ter dentes, uma característica distinta não observada nas outras espécies do gênero Phyllobates.

Todas as rãs-venenosas têm coloração aposemática muito brilhante, que é usada como um mecanismo de defesa para alertar potenciais predadores sobre a sua extrema toxicidade. Essas toxinas da pele são produzidas por glândulas de veneno especiais que estão espalhadas por todo o corpo do animal.

Biologia

A rã-venenosa-dourada é considerada um dos anuros mais inteligentes. Como todas as rãs venenosas, espécimes em cativeiro podem reconhecer cuidadores humanos após a exposição de algumas semanas. A rã-venenosa-dourada é um animal social. Espécimes selvagens geralmente vivem em grupos de 4 a 7 indivíduos. Como todas as rãs venenosas, essa espécie raramente é agressiva com membros de sua própria espécie. Sendo imune ao seu próprio veneno, esses animais interagem constantemente uns com os outros.

A rã-venenosa-dourada é insetívora e se alimenta principalmente de espécies de formigas do gênero Brachymyrmex e Paratrechina. Ela também se alimenta de pequenos invertebrados, tais como cupins e besouros, e usa sua longa língua pegajosa para capturar suas presas.

A fêmea coloca seus ovos no solo, escondidos debaixo da serrapilheira. A ninhada consiste de menos de 20 ovos. O macho da rã-venenosa-dourada é um pai dedicado. Depois que os girinos emergem de seus ovos, eles sobem até as costas do pai e ficam grudados por uma secreção de muco. O pai carrega seus filhotes para o dossel, depositando-os nas poças de água que se acumulam no centro de bromélias e ocos de árvores cheios de água. Os girinos se alimentam de algas e larvas de mosquito.

Devido s sua alta toxicidade, essa espécie parece ter poucos predadores, o que contribui para uma vida longa. Estima-se que na natureza, essa espécie pode viver 5 anos ou mais. Em cativeiro, a rã-venenosa-dourada pode viver até 5 anos. Um predador conhecido da rã-venenosa-dourada é a Leimadophis epinephelus, uma serpente que tem alta resistência a várias toxinas de anuros.

Habitat

A rã-venenosa-dourada habita florestas de várzea na Amazônia, uma região extremamente úmida que recebe até 5 m de chuva por ano. A região é caracterizada por uma paisagem montanhosa, com elevações entre 100 e 200 m.

Distribuição

A rã-venenosa-dourada é um anfíbio endêmico da Colômbia. Ela é conhecida apenas de pequenas áreas da costa do Pacífico da Colômbia, no Rio Saija, no Departamento de Cauca.

Veneno

A pele da rã-venenosa-dourada é densamente coberta de uma toxina alcaloide que contém batracotoxina. Essa toxina impede que os nervos transmitam impulsos nervosos e, finalmente resulta em paralisia muscular. Cerca de 1.900 microgramas de batracotoxina pode ser encontrada nessa espécie. Apenas de 2 a 200 microgramas pode ser letal para os seres humanos. Alguns índios usam esse veneno em seus dardos de caça. Batracotoxinas alcaloides podem ser armazenadas por esses anfíbios durante anos após o animal ser privado de uma fonte baseada em alimento, e essas toxinas não são facilmente deterioradas, mesmo quando transferidas para outra superfície.

Como a maioria das rãs-venenosas, essa espécie usa o veneno apenas como um mecanismo de defesa e não para matar presas. Esse extraordinário veneno letal é muito raro. A batracotoxina só é encontrada em três rãs-venenosas da Colômbia (gênero Phyllobates) e em três pássaros venenosos de Papua Nova Guiné: pitohui-de-capuz (Pitohui dichrous), pitohui-variável-do-norte (Pitohui kirhocephalus) e Ifrita-de-capuz-azul (Ifrita kowaldi).

A alta toxicidade da rã-venenosa-dourada parece ter origem do consumo de pequenos insetos ou outros artrópodes, e um desses pode realmente ser a criatura mais venenosa do planeta. Cientistas acreditam que o inseto pode ser um pequeno besouro da família Melyridae. Pelo menos uma espécie desses insetos produz a mesma toxina encontrada na rã-venenosa-dourada. O besouro da família Melyridae é cosmopolita. Seus parentes nas florestas colombianas poderiam ser a fonte das batracotoxinas encontradas nas altamente tóxicas rãs do gênero Phyllobates daquela região.

Continentes de Ocorrência

América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "Golden Poison Frog." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 21 Mar 2017. Web. 31 Mar 2017.
  • Alvarez, M. and M. Wiley 2011. "Phyllobates terribilis" (On-line), Animal Diversity Web.
  • Wilmar Bolívar, Stefan Lötters. 2004. Phyllobates terribilis. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T55264A11282715.

Fotos da Espécie

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