Rã-venenosa-do-golfo-dulce

Fotografia por Loriscapria, CC BY-NC

Local da foto: Província de Puntarenas, Costa Rica

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Rã-venenosa-do-golfo-dulce

Phyllobates vittatus
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Dendrobatidae
Gênero Phyllobates
Nome Científico Phyllobates vittatus(Cope, 1893)
Nome Inglês Golfo Dulce Poison Frog, Golfodulcean Poison Frog
Estado de Conservação EN  - Em Perigo (IUCN / 2013)

Descrição

A rã-venenosa-do-golfo-dulce é uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae.

A cor da rã-venenosa-do-golfo-dulce é preta, mas pode aparecer um brilho devido à pigmentos químicos na pele. Suas pernas são manchadas de azul, e os lados geralmente têm um padrão de mármore azul ou verde. Uma das características mais distintas da rã-venenosa-do-golfo-dulce são as duas faixas que correm no seu dorso. Essas faixas geralmente são de cor laranja fogo, mas também podem ser douradas, amarelas ou verdes, e se estendem desde logo acima da cloaca até o focinho do animal. A pele na superfície dorsal é ligeiramente granular, com pequenas saliências. A pele também é ligeiramente granular na barriga e na superfície ventral.

Ao contrário da rã-venenosa-dourada (Phyllobates terribilis) e da rã-venenosa-de-pernas-negras (Phyllobates bicolor), os ombros da rã-venenosa-do-golfo-dulce geralmente não são visíveis sob a pele, dando uma aparência de que o animal está acima do peso.

A rã-venenosa-do-golfo-dulce é uma rã venenosa relativamente grande, atingindo um comprimento de 3,5 cm na idade adulta, com as fêmeas geralmente sendo maiores do que os machos.

Biologia

A dieta da rã-venenosa-do-golfo-dulce é composta principalmente de artrópodes, particularmente formigas e, ocasionalmente, coleópteros, dípteros e colêmbolos.

A rã-venenosa-do-golfo-dulce é uma espécie diurna e terrestre. É um animal tímido e se esconde em fendas de rochas ou buracos entre as raízes das árvores quando há aproximação humana. Acredita-se que na natureza os machos não são territoriais, mas o comportamento agressivo intraespecífico tem sido relatado em cativeiro. A vocalização, que os machos fazem para atrair fêmeas para locais de ovoposição, consiste de um trinado rouco de baixa frequência com duração de 2 a 6 segundos.

Em cativeiro a época de reprodução dura três meses. O macho escolhe o local para depositar os ovos (em cativeiro, preferencialmente em uma folha de bromélia, ocasionalmente em uma folha de samambaia) e vocaliza para atrair uma fêmea. Durante a época de reprodução, a fêmea coloca ninhadas a cada uma ou duas semanas. Em cativeiro, cada ninhada contém entre 7 e 21 ovos, geralmente depositados em folhas acima do solo. Essa espécie apresenta cuidado parental, com o macho frequentando a ninhada até três vezes por dia, esvaziando a sua bexiga sobre os ovos para mantê-los úmidos.

Poucos dias após a eclosão dos ovos, que ocorre entre 13 e 17 dias, o macho permite que alguns girinos subam em suas costas. Em seguida, ele transporta de um a treze girinos de cada vez para uma fonte de água - na natureza, essa consiste de uma pequena poça no solo da floresta, ou água em uma folha de palmeira caída, ou um buraco de árvore. Em aproximadamente 45 dias os girinos se transformam em pequenas rãzinhas de cerca de 13 mm. As rãzinhas estão sexualmente maduras em cerca de 10 meses.

Habitat

A rã-venenosa-do-golfo-dulce habita várzeas e florestas úmidas entre 20 e 550 m de altitude.

Distribuição

A rã-venenosa-do-golfo-dulce é endêmica da Costa Rica. Ela ocorre na região do Golfo Dulce no sudoeste da Costa Rica.

Veneno

Como todos os membros do gênero Phyllobates, a rã-venenosa-do-golfo-dulce tem um veneno alcaloide neurotóxico altamente potente em sua pele. Apesar de ser apenas a quarta espécie mais tóxica do gênero Phyllobates, esse anfíbio ainda é um animal altamente tóxico. Seu veneno causa dor severa, convulsão moderada, e em casos severos, paralisia.

Com o seu corpo multicolorido, a rã-venenosa-do-golfo-dulce alerta seus potenciais predadores de que é um animal tóxico. Devido ao seu tamanho relativamente grande para uma rã-venenosa, a rã-venenosa-do-golfo-dulce pode armazenar uma grande quantidade de veneno em sua pele. Espécimes em cativeiro não têm a toxina, o que sugere que eles não produzem veneno em si, mas obtêm o veneno de uma espécie de inseto ou outro pequeno invertebrado do qual eles se alimentam.

Cientistas descobriram que outras espécies do gênero Phyllobates obtêm seu veneno de um pequeno besouro da família Melyridae, como talvez faça a rã-venenosa-do-golfo-dulce. No entanto, como a sua toxina é um pouco mais fraca do que a de outras espécies do seu gênero, é provável que essa espécie obtém o seu veneno de outra espécie de invertebrado, que precisa ser descoberta.

Continentes de Ocorrência

América do Norte

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "Golfodulcean Poison Frog." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 11 Out 2015. Web. 6 Abr 2017.
  • AmphibiaWeb 2009. Phyllobates vittatus: Golfo Dulce Poison-Dart Frog. University of California, Berkeley, CA, USA.
  • IUCN SSC Amphibian Specialist Group & NatureServe. 2013. Phyllobates vittatus. The IUCN Red List of Threatened Species 2013: e.T55265A3026493.

Fotos da Espécie

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