Rã-venenosa-de-anthony

Fotografia por Santiago Ron / FaunaWebEcuador, CC BY-NC

Local da foto: Província de El Oro, Equador

 Canon EOS 40D (Canon)
Distância Focal: 100mm  •  Abertura: f/13.0  •  Tempo de Exposição: 1/250s  •  ISO: 160
Data em que a foto foi tirada: 04/12/2008
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Rã-venenosa-de-anthony

Epipedobates anthonyi
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Dendrobatidae
Gênero Epipedobates
Nome Científico Epipedobates anthonyi(Noble, 1921)
Nome Inglês Anthony's Poison Frog
Estado de Conservação NT  - Quase Ameaçada (IUCN / 2010)

Descrição

A rã-venenosa-de-anthony é uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae.

A coloração da rã-venenosa-de-anthony varia consideravelmente dentro e entre as populações, no entanto, uma linha longitudinal média dorsal clara sempre está presente. Em algumas populações a coloração é predominantemente vermelha com linhas dorsolaterais e linha média dorsal azul-turquesa com um tom claro. A coloração ventral é marrom avermelhada escura com manchas irregulares azul-turquesa. Uma linha oblíqua lateral se estende da virilha até a pálpebra superior. Uma linha ventrolateral cinza ou creme se estende da virilha até a inserção do braço. Geralmente existem manchas vermelhas brilhantes na virilha e na superfície ventral das panturrilhas. Em algumas populações a coloração pode ser predominantemente marrom com uma linha média dorsal e linhas dorsolaterais creme com um tom de azul-turquesa. As linhas dorsolaterais e a linha média dorsal convergem na cabeça em uma mancha ampla. A coloração ventral varia entre a marrom-escura com manchas claras a creme com manchas marrom-escuras.

Machos adultos da rã-venenosa-de-anthony podem atingir entre 19 e 24,5 mm de comprimento (do focinho até a cloaca). As fêmeas são um pouco maiores e podem atingir entre 21,5 e 26,5 mm de comprimento (do focinho até a cloaca).

A rã-venenosa-de-anthony é muito parecida com a rã-venenosa-fantasmal (Epipedobates tricolor) com a qual compartilha a presença de uma linha média dorsal clara, mas a rã-venenosa-fantasmal é menor e tem ossos brancos (a rã-venenosa-de-anthony tem ossos verdes).

Biologia

A rã-venenosa-de-anthony é uma espécie diurna e terrestre, muitas vezes ativa no início da manhã e final da tarde na vegetação densa perto de pequenas poças de água. Os adultos se alimentam de pequenos artrópodes, a maioria deles pequenos insetos.

A reprodução da rã-venenosa-de-anthony ocorre durante a estação chuvosa, durante a qual os machos são territoriais. A vocalização é um trinado com estrutura tonal. O território contém locais de nidificação, onde as fêmeas colocam os ovos durante o amplexo cefálico. Durante o amplexo, antes da fêmea colocar seus ovos, o macho vocaliza com chamados de cortejo, que consistem de uma série curta de coaxos.

A fêmea da rã-venenosa-de-anthony coloca uma ninhada de 15 a 40 ovos. Os ovos têm aproximadamente 2 mm de diâmetro e são colocados na serrapilheira. O cuidado parental é tarefa do macho, que guarda os ovos por até duas semanas até eles eclodirem. O macho também umedece os ovos periodicamente e se envolverá em combates físicos com intrusos para defender a ninhada de ovos. Quando os ovos eclodem, o macho carrega todos os girinos em suas costas simultaneamente para um poça de água ou riacho próximo, onde a fase larval é completada sem qualquer envolvimento parental. O desenvolvimento leva cerca de 60 dias, culminando em metamorfose para rãzinhas com aproximadamente 11 mm de comprimento.

Habitat

A rã-venenosa-de-anthony habita florestas subtropicais secas e planícies úmidas perto de córregos, incluindo florestas degradadas.

Distribuição

A rã-venenosa-de-anthony ocorre no sudoeste do Equador (províncias de El Oro, Azuay e Loja) e no noroeste do Peru (nos departamentos de Piura e Tumbes) em altitudes que variam entre 153 e 1.769 m.

Veneno

A rã-venenosa-de-anthony, assim como outros dendrobatídeos, tem toxinas na pele. A coloração vermelha dos adultos é considerada aposemática, um aviso para potenciais predadores da sua toxicidade. As espécies do gênero Epipedobates produzem toxinas lipofílicas consistindo de alcaloides à base de piperidina. Essa espécie é menos tóxica do que as espécies dos gêneros Phyllobates e Dendrobates.

As secreções da pele de espécies do gênero Epipedobates têm sido usadas em pesquisas médicas. A epibatidina, uma toxina de pele lipofílica, é um alcaloide à base de piperidina que atua como um analgésico não opioide e foi constatado ser 200 vezes mais potente do que a morfina.

Assim como as outras toxinas de pele de dendrobatídeos, a epibatidina parece ser derivada totalmente de fontes alimentares. Exemplares da rã-venenosa-de-anthony e da rã-venenosa-fantasmal (Epipedobates tricolor) coletados de uma plantação de cacau tiveram vestígios de epibatidina, enquanto espécimes coletados em uma plantação de bananas nas proximidades não tinham vestígios de epibatidina. Além disso, espécimes em cativeiro não produzem a epibatidina. Assim, a fonte alimentar de epibatidina provavelmente está presente em baixas quantidades e não universalmente distribuída.

Continentes de Ocorrência

América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "Anthony's Poison Frog." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 7 Nov 2016. Web. 8 Abr 2017.
  • AmphibiaWeb 2009. Epipedobates anthonyi: Anthony's Poison Frog. University of California, Berkeley, CA, USA.
  • Coloma, L. A., Frenkel, C. y Ron, S. R. 2012. Epipedobates anthonyi. En: Ron, S. R., Guayasamin, J. M., Yanez-Muñoz, M. H., Merino-Viteri, A., Ortiz, D. A. y Nicolalde, D. A. 2016. AmphibiaWebEcuador. Version 2016.0. Museo de Zoología, Pontificia Universidad Católica del Ecuador.
  • Luis A. Coloma, Santiago Ron, Stefan Lötters, Pablo Venegas. 2010. Epipedobates anthonyi. The IUCN Red List of Threatened Species 2010: e.T55213A11268789.

Fotos da Espécie

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