Perereca-de-guinle

Fotografia por Renato Augusto Martins, CC BY-SA

Local da foto: Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo, Brasil

 NIKON D300S (NIKON CORPORATION)
Distância Focal: 105mm  •  Abertura: f/25.0  •  Tempo de Exposição: 1/125s  •  ISO: 250
Data em que a foto foi tirada: 11/06/2015
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Perereca-de-guinle

Aplastodiscus leucopygius
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Hylidae
Gênero Aplastodiscus
Nome Científico Aplastodiscus leucopygius(Cruz and Peixoto, 1985)
Nome Inglês Guinle Tree Frog
Estado de Conservação LC  - Pouco Preocupante (IUCN / 2010)

Descrição

A perereca-de-guinle é uma espécie de anfíbio da família Hylidae, que tem como localidade tipo a represa Guinle, Teresópolis, Rio de Janeiro. O epíteto dessa espécie (leucopygius) é uma referência às partes brancas da cloaca e aos apêndices calcâneos, também brancos.

A superfície dorsal da perereca-de-guinle é lisa e tem coloração verde brilhante com muitos pontos marrons e alguns brancos. A parte ventral é granular e tem coloração creme com manchas brancas. O lábio inferior, apêndices calcâneos e flap cloacal são brancos. A íris é dourada centralmente e vermelho-alaranjada perifericamente. Os ossos são verdes. O focinho é arredondado e o tímpano é claramente visível. Possui um único saco vocal na garganta. Os dedos das mãos e pés têm grandes discos nas pontas.

A perereca-de-guinle tem entre 3,5 e 4,5 cm de comprimento.

A perereca-de-guinle é muita parecida com a perereca-de-lutz (Aplastodiscus albosignatus). As diferenças morfológicas entre as duas espécies encontram-se principalmente na ornamentação da região no entorno da cloaca e no desenvolvimento dos apêndices calcâneos.

Biologia

A dieta da perereca-de-guinle é composta de pequenos invertebrados. É uma espécie arborícola e acusticamente ativa durante todo o ano, mas com um pico de atividade durante a estação chuvosa, entre outubro e março. O macho tem 3 tipos diferentes de vocalização: chamado de anúncio, chamado de corte, e chamado multinotas (agressivo). O chamado de anúncio é a vocalização mais comum.

A reprodução da perereca-de-guinle está associada a riachos e poças temporárias. O acasalamento geralmente ocorre de outubro a fevereiro. O macho vocaliza à noite de galhos altos e da folhagem de árvores perto de riachos permanentes de florestas para atrair uma fêmea. Muitas vezes, vários machos próximos uns dos outros formam um coro. O macho constrói uma câmara subterrânea em solo lamacento, parcialmente preenchida com água, nas margens de riachos ou poças temporárias. Quando uma fêmea é atraída, ocorre uma corte elaborada com uma sequência de toques mútuos entre macho e fêmea e, eventualmente, o macho guia a fêmea até o ninho subterrâneo escondido. A fêmea inspeciona o ninho para ver se ele tem as condições ideais antes de aceitar o macho, como é o caso de outra espécie da família Hylidae, a perereca-martelo (Boana faber). Se a fêmea aprovar o ninho, ocorre o acasalamento e uma grande quantidade de ovos sem pigmentos é colocada dentro do ninho. Após a eclosão, os girinos permanecem no ninho até serem levados para fora por inundação. Depois, continuam seu desenvolvimento em poças ou riachos rasos.

Habitat

A perereca-de-guinle habita a Mata Atlântica e é encontrada perto de riachos ou poças temporárias.

Distribuição

A perereca-de-guinle é endêmica do Brasil e tem ampla distribuição dentro dos domínios da Mata Atlântica. Ocorre na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira, nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, entre 800 e 1.600 m de altitude.

Continentes de Ocorrência

América do Sul

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Carlos Frederico da Rocha, Monique Van Sluys, Sergio Potsch de Carvalho e Silva 2010. Aplastodiscus leucopygius. The IUCN Red List of Threatened Species 2010: e.T55538A11329154. Acessado em 24 Fev 2019.
  • Frost, Darrel R. 2019. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 6.0 (24 Fev 2019). American Museum of Natural History, New York, USA.
  • Condez, T. H, Sawaya, R. J. and Dixo, M. Herpetofauna dos remanescentes de Mata Atlântica da região de Tapiraí e Piedade, SP, sudeste do Brasil. Biota Neotrop. Jan/Mar 2008 vol. 9, nº 1.
  • AmphibiaWeb. 2019. University of California, Berkeley, CA, USA. Acessado em 24 Fev 2019.
  • The Book of Frogs - A Life-Size Guide to Six Hundred Species from around the World, Pag. 279. University of Chicago Press.
  • Herpeto.org
  • Wikipedia contributors. "Aplastodiscus leucopygius." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 05 Dez 2018. Web. 24 Fev 2019.
  • Patrimônio da Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba: a antiga Estação Biológica do Alto da Serra / Márcia Inês Martin Silveira Lopes, Mizué Kirizawa, Maria Margarida da Rocha Fiuza de Melo - São Paulo: Instituto de Botânica, 2009.
  • Ribeiro, R. S.; Egito, G. T. B. T. and Haddad, C. F. B. Chave de identificação: anfíbios anuros da vertente de Jundiaí da Serra do Japi, Estado de São Paulo. Biota Neotrop. Jul/Dez 2005, vol. 5, no. 2.

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