Mantella-de-baron

Fotografia por Frank Vassen, CC BY

Local da foto: Reserva de Vohimana, Madagascar

 DMC-GX7 (Panasonic )
Distância Focal: 45mm  •  Abertura: f/3.5  •  Tempo de Exposição: 1/100s  •  ISO: 1600
Data em que a foto foi tirada: 01/12/2013
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Mantella-de-baron

Mantella baroni
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Mantellidae
Gênero Mantella
Nome Científico Mantella baroniBoulenger, 1888
Nome Inglês Baron's Mantella, Baron's Painted Mantella, Variegated Golden Frog, Harlequin Mantella, Variegated Mantella
Estado de Conservação LC  - Pouco Preocupante (IUCN / 2016)

Descrição

A mantella-de-baron é uma pequena espécie de rã venenosa da família Mantellidae e pertence ao gênero Mantella. Os membros do gênero Mantella evoluíram para serem muito semelhantes na aparência e comportamento dos seus parentes muito distantes, as rãs venenosas da família Dendrobatidae.

A mantella-de-baron é uma bela espécie da família Mantellidae, exibindo cores contrastantes de preto, laranja, amarelo ou verde. A cabeça, dorso e flancos são preto sólido. Uma faixa rostral amarelada é aparente, geralmente terminando logo após o olho. O membro dianteiro e o fêmur têm uma cor amarela-esverdeada que continua acima dos flancos em uma mancha grande e arredondada. Essas manchas, às vezes, se expandem dorsalmente por todo o dorso e conectam à mancha do lado oposto, resultando em um dorso mais amarelo. Os membros posteriores (tíbia, tarso e pé) são laranja com listras pretas irregulares. O ventre, garganta e membros são pretos e marcados com algumas manchas que variam do amarelo ao esverdeado, e raramente azul. A íris é preta.

Uma mantella-de-baron adulta pode crescer até 3 cm de comprimento. A fêmea geralmente é maior do que o macho e mais robusta na aparência.

Biologia

Como a maioria dos outros membros do gênero Mantella, a mantella-de-baron é um animal principalmente terrestre, vivendo quase que exclusivamente no solo da floresta e raramente subindo mais do que alguns centímetros do chão. Ocasionalmente, ela escala plantas de baixo crescimento, e já foram avistados espécimes até 1,2 m acima do solo da floresta. A mantella-de-baron possui discos adesivos na ponta dos dedos, mas são pouco desenvolvidos e sua capacidade de escalar é limitada.

A mantella-de-baron forrageia ativamente durante o dia. Ela consome um número maior de presas, bem como presas maiores do que outras espécies do gênero Mantella. Um adulto consome vários artrópodes, sendo que as formigas contribuem com a maior parte da sua dieta. A ingestão de formigas, besouros e ácaros cria altas concentrações de alcaloides na pele dessa rã, o que a torna tóxica para predadores. Embora as formigas sejam as principais presas, a maior parte das toxinas vêm de ácaros. As cores brilhantes da mantella-de-baron são aposemáticas e servem como sinal de alerta de sua toxicidade. O mecanismo que essa rã usa para "sequestrar" esses alcaloides é desconhecido.

A mantella-de-baron emite uma sequência intensa de cliques simples e curtos, vocalizando durante o dia a partir de refúgios sob a relva, arbustos e rochas.

A fêmea da mantella-de-baron coloca seus ovos na terra. Os ovos não têm pigmentação e sempre são encontrados perto da água. A fêmea pode colocar até 130 ovos em uma ninhada. Quando os ovos se desenvolvem em girinos, os girinos são lavados pela chuva em uma massa perto da água.

Habitat

A mantella-de-baron habita florestas tropicais e subtropicais úmidas de planície, florestas tropicais e subtropicais úmidas de montanha, rios e florestas secundárias altamente degradadas.

Distribuição

A mantella-de-baron é uma espécie endêmica da Ilha de Madagascar, amplamente distribuída no centro-leste da ilha, desde o sul de Fierenana até Andringitra, em altitudes entre 600 e 1.200 m.

Veneno

A mantella-de-baron é uma espécie venenosa e altamente tóxica. Ela secreta pela pele alopumiliotoxina 267A, que é um dos compostos mais tóxicos da família Mantellidae. Um único espécime dessa rã pode carregar aproximadamente de metade a dois terços de uma miligrama de veneno. A dose letal de alopumiliotoxina é de aproximadamente um miligrama ou pouco menos. Tocar uma mantella-de-baron selvagem agitada pode ser prejudicial, mas não perigoso. A mantella-de-baron obtém a toxina presente em sua pele a partir da sua dieta natural na natureza. Em cativeiro ela perde a sua toxicidade, como consequência de uma dieta alterada.

Continentes de Ocorrência

África

Elaboração e Tradução de Texto (Inglês / Espanhol para Português)

  • Terra Selvagem (by LS).

Referências

  • Wikipedia contributors. "Mantella baroni." Wikipedia, The Free Encyclopedia. Wikipedia, The Free Encyclopedia, 7 Aug. 2016. Web. 7 Apr. 2017.
  • AmphibiaWeb 2009. Mantella baroni. University of California, Berkeley, CA, USA.
  • IUCN SSC Amphibian Specialist Group. 2016. Mantella baroni. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T57438A84165831.
  • AmphibianCare.
  • Reptipedia/Fandom.

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