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Serpente ameaçada é declarada a mais rara do mundo
Uma serpente declarada extinta há mais de 75 anos, foi encontrada em uma ilhota na costa da ilha caribenha de Santa Lúcia.
Foto: Serpente ameaçada é declarada a mais rara do mundo

Fotografia por © Rob Williams, Durrell Wildlife Conservation Trust


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Notícias Terra Selvagem
Publicada em 11.07.2012

A Liophis ornatus, uma espécie de serpente declarada extinta há mais de 75 anos, foi encontrada vivendo em uma ilhota na costa da ilha caribenha de Santa Lúcia.

Cientistas da Wildlife Conservation Trust Durrell, juntamente com outros grupos de conservação, encontraram e marcaram 11 dessas raras serpentes na reserva das Ilhas Maria, a cerca de 1 km ao sul de Santa Lúcia. Estima-se que apenas 18 espécimes vivem na ilhota de 30 hectares, e como resultado, foi declarada a serpente mais rara do mundo.

"Em certo sentido, é uma situação muito preocupante, com uma população tão pequena restrita a um pequeno local", disse Mattnow Morton, Gerente do Programa do Caribe Oriental da Durrell Wildlife Conservation Trust. "Mas em outro sentido, é uma oportunidade ... Isso significa que ainda temos uma chance para salvar esta espécie."

A Ameaça "Mangusto"

Uma serpente marrom, pequena e não-peçonhenta, a Liophis ornatus é conhecida por ser bastante mansa e dócil perto de humanos. No entanto, a predação por mangustos introduzidos dizimou sua população em Santa Lúcia, e a serpente foi declarada extinta em 1936.

Felizmente, a Liophis ornatus foi vista novamente nas Ilhas Maria, em 1973, e aparições ocasionais foram relatadas desde então. A pequena ilha rochosa está livre de mangustos, proporcionando um refúgio seguro para as serpentes.

A Conservação da Serpente

No ano passado, conservacionistas fizeram um busca pela Liophis ornatus na maior das duas Ilhas Maria. Depois de capturada, as serpentes foram implantadas com microchips, possibilitando assim o acompanhamento delas por pelo menos dez anos, fornecendo informações vitais sobre suas vidas.

A equipe também coletou amostras de DNA para avaliar o nível de variação genética dentro da minúscula população. Embora os resultados não serão conhecidos por mais alguns meses, a informação terá implicações importantes para qualquer programa de melhoramento genético para a espécie.

Os cientistas agora estão tentando encontrar uma maneira melhor para salvar essa espécie. Mudando as serpentes para a ilha principal de Santa Lúcia não é uma opção, uma vez que elas logo seriam vítimas de mangustos. Reproduzi-las em outra ilha da costa livre de mangustos é uma possibilidade, mas dependeria de encontrar locais com fontes de alimentação adequada.

Segundo Morton, garantindo que as pessoas estão conscientes da situação da serpente será vital para a sua conservação, embora isso possa ser difícil, pois elas "não são baleias ou pequenos animais fofinhos que as pessoas gostam." No entanto, uma ação deverá ser tomada para garantir a sobrevivência dessa espécie no futuro.

"Dezenas, se não centenas de animais das Índias Ocidentais já foram perdidos porque os seres humanos imprudentemente têm liberado espécies nocivas de outras partes do mundo, e não podemos permitir que a dócil Liophis ornatus seja a próxima vítima", disse Jenny Daltry, biólogo conservacionista Senior da Fauna & Flora International. "Não fazer nada não é uma opção."


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