Pantera-negra
Foto: Felinos

As pintas, tão características nas onças e nos leopardos podem ser vistas em determinados ângulos sob a luz do Sol. Na foto acima vemos uma onça-preta.

Fotografia por Will Merydith, CC BY-NC-SA


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O termo "pantera-negra" é usado como referência aos grandes felinos negros.

Entretanto, não há uma espécie distinta de Felino chamada pantera-negra. Ao longo dos anos o termo "pantera-negra" vem sendo usado como um nome comum que aplica-se a qualquer grande felino que possui uma pelagem negra. Quando vemos uma foto de uma pantera-negra, é muito provável que estejamos vendo a foto de um leopardo-negro ou possivelmente uma onça-preta.

Melanismo é o aumento concentrado e considerável de pigmentação preta, que ocorre por mutação genética em animais.

Melanismo em felinos refere-se a variantes na coloração da pelagem de membros da família Felidae em que uma grande acumulação do pigmento melanina lhes confere a cor negra. Além do gato doméstico, variantes melânicas ocorrem no leopardo (chamado nesse caso de leopardo-negro), onça-pintada (onça-preta), gato-mourisco e outras nove espécies selvagens.

Recentemente, um estudo mostrou que o melanismo em felinos é o resultado de ao menos quatro diferentes mutações genéticas que ocorreram de maneira independente entre si nas várias linhagens da família Felidae.

Onça-preta

A onça-preta, também conhecida por jaguar-preto, é uma variação melânica da onça-pintada (ou jaguar). Pensava-se que poderiam ser de espécies diferentes, mas sabe-se hoje que a onça-preta e a onça-pintada são da mesma espécie, Panthera onca. Observando-se atentamente, são visíveis as rosetas e pintas típicas da onça-pintada contra o fundo negro da pelagem da onça-preta.

A variante negra da onça-pintada é rara. Onças-pretas ocorrem na América do Sul, incluindo vários estados do Brasil e ainda na Venezuela, Paraguai, Peru, Guiana e Equador. Onças-pretas também poderiam existir na América Central e México, mas a ocorrência desta variante nestas regiões não está confirmada.

Na onça-preta, o melanismo é uma característica dominante, e estudos genéticos mostram que este fenótipo está associado a uma mutação no gene do Receptor de melanocortina 1 (MCR1), que regula a síntese de melanina nos melanócitos da epiderme.

Leopardo-negro

O leopardo-negro é a variante melânica do leopardo (Panthera pardus). Como no caso da onça-preta, o padrão de rosetas e pintas da pelagem do leopardo também é visível contra o fundo negro do pelo do leopardo-negro.

O leopardo-negro é raro na natureza, sendo pouco comum na África e grande parte da Ásia. Nas selvas do sudeste asiático, porém, a variante é mais comum, sendo particularmente abundante na Malásia. A alta frequência do leopardo-negro nessa região poderia ser devido simplesmente a uma melhor camuflagem no ambiente escuro da selva, mas também poderia estar relacionada à resistência a doenças, uma vez que variantes de coloração muitas vezes estão associadas a mutações em receptores de membrana que também poder atuar como receptores para a entrada de vírus nas células.

Ao contrário das onças-pretas, o melanismo em leopardos é causado por um alelo recessivo. Isso implica que leopardos não-melânicos podem dar à luz filhotes negros.


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