Felinos Leão Branco O leão branco não é uma subespécie distinta, mas sim uma rara condição genética chamada de leucismo no leão-africano.
Foto: Leão Branco

Fotografia por © Katie Hughes


COMPARTILHE

Leão Branco

O leão branco não é uma subespécie distinta, mas uma metamorfose especial com uma condição genética, chamada leucismo, que causa uma coloração mais pálida semelhante à do tigre branco; a condição é semelhante ao melanismo, no qual um animal é totalmente preto, como o leopardo negro e a onça preta. O leão branco não é albino, pois tem pigmentação normal nos olhos e na pele. Seus olhos são dourados ou azuis. A coloração creme incomum da sua pele se deve a um gene recessivo.

Os leões brancos nunca foram muito comuns na natureza, mas eram encontrados ocasionalmente dentro e ao redor do Parque Nacional Kruger e na Reserva Privada Timbavati no leste da África do Sul, mas são mais comuns em cativeiro. Declaradamente, os leões brancos já foram criados em áreas da África do Sul para serem usados como troféus de caça.

Fatos sobre o Leão Branco

  • Os leões brancos atualmente são classificados dentro da espécie geral Panthera leo, embora isso provavelmente mudará depois que a pesquisa genética realizada pela Global White Lion Protection Trust revelar razões importantes para a subespecificação deste raro fenótipo.
  • O leão branco não é albino. Em 1997, um estudo feito por Cruickshank & Robinson determinou conclusivamente que o leão branco não é albino. Ele tem uma coloração azul ou dourada em seus olhos, marcas pretas na ponta do nariz e manchas escuras atrás de suas orelhas. Por outro lado, o leão albino, que não tem pigmentação, tem uma coloração vermelha ou rosa característica na ponta do nariz. A coloração branca em leões brancos é semelhante aos olhos azuis em seres humanos, que ocorre devido a um gene recessivo.
  • O leões brancos tinham uma ocorrência natural em uma área específica na África do Sul: a região do Grande Timbavati e no sul do Parque Nacional Kruger. Os leões brancos contribuíram de forma significativa para a biodiversidade da região. Estudos têm mostrado que os leões brancos sobreviveram com sucesso em sua área de ocorrência natural por pelo menos 56 anos - e muito provavelmente, por muito mais tempo.
  • Depois que os leões brancos foram "descobertos" pelos europeus na década de 1970, eles foram artificialmente retirados da natureza para operações de caça e reprodução em cativeiro. As operações em cativeiro, tais como as de zoológicos, tinham a finalidade específica de reprodução por causa da sua raridade e também de exploração para ganhos financeiros. Junto com as retiradas de indivíduos da natureza, o abate de leões no Parque Nacional Kruger (especificamente na década de 1970) e a caça de leões machos no Timbavati esgotaram o pool genético. Isto contribuiu para o drástico declínio na frequência de ocorrência de leões brancos e, finalmente uma extinção técnica na natureza.
  • Estudos mostram que os leões brancos são endêmicos de um único lugar na Terra: a região do Grande Timbavati, na África do Sul. Esta região é caracterizada por leitos de areia branca, e no inverno, o capim alto nesta área tem uma coloração bem clara. Neste habitat os leões brancos são muito bem camuflados.
  • Somente leões que são brancos ou são portadores do raro gene do leão branco podem produzir descendentes brancos. Ambos os pais precisam ser portadores do gene para garantir a possibilidade de que alguns dos descendentes serão brancos. De acordo com os princípios de Mendel de herança genética: (i) se ambos os pais são de cor amarelo acastanhado e carregam o gene branco, eles têm 25% de chance de ter filhotes brancos; (ii) se um dos pais é branco e o outro é amarelo acastanhado, mas carrega o gene branco, existe uma chance de 50% de filhotes brancos; (iii) se ambos os pais são brancos, 100% dos filhotes serão brancos.
  • Os leões brancos foram avistados pela primeira vez por um europeu em 1938 e documentados na década de 1970, embora registros africanos indicam que eles eram residentes na região por um período muito mais longo. Havia 12 nascimentos registrados em 9 bandos de leões do Timbavati e Parque Nacional Kruger, entre 1975 e 1980. Devido a retirada artificial de leões no Timbavati e o abate de leões no Parque Nacional Kruger, houve pouquíssimos nascimentos entre 1980 e 1993, e nenhum nascimento entre 1993 e 2006. É difícil determinar exatamente quantos leões brancos existem atualmente, por que eles são mantidos em cativeiro para reprodução e para operações de caça, que não mantêm registros adequados.

Referência

Wikipedia (Inglês) / Global White Lion Protection Trust

COMPARTILHE